Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Blue sea

Closed eyes to outside
Inside, opened.
The blue is dark and deep
The sea is frozen and silent.

From the sky I can see myself
Going under the frozen waters
So cold, it hurts.
From the sky I watch myself.

On the sea nothing is asked
Nothing is told or heard
On the sea there are only thoughts.


I fell down, fly high
Feel the earth around me
I see sky, blue sea
Deep inside…

I fell down, fly high
Feel the earth around me
I see sky, blue sea
Deep inside… Of me!

From the sky I watch myself
From the sky I watch my mind
I see the ghosts laughing at me
I see my ghosts laughing at me…

I’ll open my door, I’ll set them free
I’ll open the door, I’ll set me free

I fell down, fly high
Feel the earth around me
I see sky, blue sea
Deep inside…

I fell down, fly high
Feel the earth around me
I see sky, blue sea
Deep inside… Of me!




Layanne Cristina Gomes Lopes

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Meus olhos

Noite calma, solitária.
No meu mundo ao som do rádio
Faço do cigarro incenso
Desenho uma vida de fumaça no ar.

Na mente música, álcool e poesia
Uma nostalgia não vivida
Saudades de um tempo vazio
Um tempo onde as noites eram frias
Os cigarros eram acesos
Os sóbrios se embebedavam
A poesia surgia sob a lua brilhante.

O amor era puro!
Vinha com música
Vinha em várias cores, de várias formas.

Saudades de uma solidão gostosa
Saudades da vida, vida passada
Futuro incerto, acorrentado e jogado no poço.

Um toque de 80’s cairia bem agora
Uma época não vivida, uma nostalgia...

Quero noite fria
Quero vinho e companhia
Quero cigarro, quero incenso.
Vida incerta
Quero liberdade, libertar-me de mim.


Layanne Cristina Gomes Lopes




Ao som de The Bunker - Beirut

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Tim Burton

Burton nasceu em Burbank, Califórnia, o primeiro dos dois filhos de Bill Burton e Jean Erickson. Burton descreveu sua infância como peculiar, imaginativa e perdida em seus próprios pensamentos. Ele achava a vida doméstica e a escola difícil, participava de um grupo chamado OW SHIT STUDIOS (O.S.S) e fugia da realidade do cotidiano lendo livros sombrios de Edga Allan Poe e assistindo a filmes de terror de baixo-orçamento, que mais tarde homenagearia na sua biografia de Edward D. Wood, Jr.. Outra figura cinematográfica de importância na infância de Burton é Vincent Price, cuja filmografia influenciaria a carreira do diretor.
Após o colegial, ele ganhou uma bolsa da Disney para estudar no Instituto das Artes da Califórnia em Valencia, Califórnia. Ele estudou Animação por três anos e foi então contratado pelo Wal Disney Studios como aprendiz de animador. Trabalhou no desenho The Fox and the Hound, mas estava insatisfeito com a direção artística do filme. Mesmo assim, foi no período que trabalhou na Disney que Tim Burton criou e dirigiu sua primeira curta-metragem Vincent, com o personagem principal baseado no ator Vincent Price. Mais tarde, o diretor trabalhou no seu segundo curta-metragem Frankeweenie, que conta a história de um menino que ressucita seu cachorro. Mesmo com enredos pouco infantis, Tim Burton teve espaço para criar o poema e as ilustrações que seriam a base para O Estranho Mundo de Jack, um dos seus maiores sucessos.
O seu apego ao horror com sua habilidade para a comédia Burton conciliou três anos depois em Os Fantasmas se Divertem (Beetlejuice). Foi com esse filme que o diretor finalmente se destacou e foi chamado para realizar uma super-produção: Batman, em 1989, que mais tarde teria a continuação Batman - O Retorno (Batman Returns), também com a direção de Tim Burton. Com a carreira em alta, o diretor resolveu filmar seu projeto pessoal intitulado Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands), sobre um rapaz que tem tesouras no lugar das mãos. Para o projeto, Tim Burton chamou o ator Johnny Depp, que seria seu maior colaborador durante a carreira do cineasta. Depp seria novamente chamado, dessa vez para estrelar a cinebiografia de Ed Wood, considerado o pior diretor de todos os tempos.
Após esse período, o diretor passou por baixar em filmes que pouco renderam, como Marte Ataca! (Mars Attacks!) e Planeta dos Macacos (Planet of the Apes). Tim Burton melhorou sua carreira em 1999 após lançar o filme A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (Sleepy Hollow), sobre uma cidadezinha que sofre uma série de assassinatos. Sua carreira continuou em alta depois de Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (Big Fish). Mais tarde, Burton voltaria a animação stop-motion com A Noiva Cadáver (Corpse Bride). Nessa época, o diretor regravou um clássico dos anos 60, A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory), novamente com a participação do ator Johnny Depp.
Tim Burton está noivo da atriz Helena Bonham Carter e tem dois filhos com ela: Billy de 4 anos, e recentemente o casal teve uma menina, chamada Nell.
Apesar de, segundo sua mulher, Tim não gostar de musicais, atualmente ele dirigiu o filme, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, que foi bem recebido pela crítica, sendo indicado ao Oscar 2008 em algumas categorias, ganhando a categoria Direção de Arte, graças ao belíssimo trabalho do diretor. A paixão pela versão original do musical para teatro, segundo Helena Bonham Carter foi uma das coisas que os dois tinha em comum e que ajudou a uní-los.
Atualmente, Tim Burton está trabalhando no filme Alice no País das Maravilhas que será produzido pela Disney, e que conta com um excelente elenco de renomados nomes, como o amigo do diretor, Johnny Depp, sua esposa Helena Bonham Carter e a atriz Anne Hathaway.








Cherry: Meu (e de muitos) diretor preferido! Em breve mais sobre as obras dele, mas com textos meus, obrigada por visitarem meu blog! Voltem sempre!
Cherry ao som de Tool, Type O Negative e Marylin Manson

Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

O fantasma de Luís Buñuel


Quem fez vestibular para a UFG - Universidade Federal de Goiás - nesses últimos anos, já deve conhecer esse maravilhoso livro da autora goiana Maria José Silveira. Em O fantasma de Luís Buñuel ela retrata a vida de cinco amigos que se conheceram na UNB – Universidade de Brasília – durante a ditadura militar.
A autora mostra a juventude de sua época, cheia de esperança e força para lutar por seus ideais e faz isso através da história desses cinco jovens, a narração é feita principalmente em primeira pessoa pelos próprios personagens, mas em alguns momentos do livro a autora tem seu espaço para narrar, espaço esse que funciona como a alma de cada personagem. As histórias se entrelaçam e mesclam presente passado e futuro.
Todos se envolveram profundamente na luta contra a repressão, cada um a seu modo, mas tinham em comum a paixão pelo cinema, pelos filmes de Buñuel. A ditadura funciona como um fantasma na vida deles (assim como na história brasileira e de muitos brasileiros) e no decorrer do livro eles vão enfrentando esse fantasma e também os seus próprios, que estavam escondidos bem no fundo de suas almas.
Pessoalmente, vi muita semelhança entre o livro e a minissérie exibida pela Globo recentemente, chamada Queridos Amigos.

É um ótimo livro, que requer atenção e dedicação à leitura, aproveitem e leiam muito!


Cherry ao som de Satyros - Faun

Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

“We all feed tragedy; it’s like blood to a vampire”


Olá! Há muito tempo não escrevo aqui, e não sei bem ao certo quando virá o próximo post, mas ele virá!

No dias atuais, com tanta violência, irresponsabilidade, egoísmo e tantos outros problemas, não é difícil ver nas ruas, na TV ou ficar sabendo por algum conhecido, que alguém morreu, sofreu um acidente ou era o assassino procurado pela polícia.
Por piores que sejam as situações, estamos sempre buscando mais informações sobre a tragédia mais recente, temos uma sede insaciável por esse tipo de informação que consome praticamente todo o nosso tempo, consomem nossas conversas com amigos, as reuniões familiares, os comentários no trabalho, os temas das aulas, o tempo em que assistimos TV, lemos jornais e navegamos na internet.
Sempre que há um acidente ou alguma notícia a respeito de um, paramos tudo que estamos fazendo para prestar atenção, como se fosse algo vital para nós, e assim uma tragédia vai substituindo a outra. Quando morreram os Mamonas Assassinas, a “sensação do momento” eram as fotos do acidente, houve até alguns que as colocavam como papel de parede em seu desktop.Alguns tempos depois, outra tragédia marcante foi a da menina jogada de um prédio pelo próprio pai e depois a da garota que era torturada pela madrasta.
Há sempre uma nova notícia, uma nova tragédia que substitui as antigas quando elas já não têm mais graça e então são deixadas de lado. Queremos sempre estar cientes de cada detalhe, como se fosse mudar algo em nossas vidas, e é aí que entra a mídia, a grande alimentadora, a dona do circo que mata nossa fome e sede de tragédia, um furacão aqui, uma bomba ali, um acidentezinho... pelo menos uma noticia ruim em cada noticiário, a cada dia.
Como na música Vicarious, do Tool, “Nós todos nos alimentamos de tragédia, é como sangue para um vampiro... Eu preciso assistir as coisas morrerem, de uma distância segura.” Todos, em algum lugarzinho escondido, temos essa necessidade de ver a desgraça alheia, pelo simples prazer de nos divertir com isso, pois, pimenta nos olhos dos outros não arde, então, mantemos distância para que a pimenta não salte para os nossos olhos, porque nos nossos, não há diversão alguma, para nós.
Diante disso, temos apenas três escolhas: continuamos nesse mundinho de mentiras e a enganarmos a nós mesmos; assumimos nossa sede de tragédia, pois, todos possuem tal sede ou lutamos contra ela, admitimos que ela existe mas tentamos mudar.



Cherry ao som de Tool - Vicarious

Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

I'm in love with you


Rósea


Surgiu em branco.
Começou a ficar preto, mas o rosa tomou conta.
Ficou mais forte, mais forte...
Vermelho!
Paixão...

Vermelho sangue, que corre nas veias
Inunda a alma de sorrisos e fantasias
Faz brotar sonhos, desejos...
Ela se olha no espelho, se olha nos olhosPra dentro da alma.
Ela vê cores, vê sonhos, desejosEla olha fundo, bem fundo
Ela vê vermelho, ela o vê.

Eles se dão as mãos, se enroscam os lábios
Se enroscam os corpos...

Ela puxa tudo para fora
Entrega a ele seus segredos, seus medos, seus desejos...
Se entrega completamente a ele.
Ele puxa tudo para fora
Entrega a ela seus segredos, seus desejos...
Se entrega completamente a ela.

Mesmo de olhos fechados
Se olham as mentes
Se enxergam a alma
Num rósea sem fim.

Layanne Cristina Gomes Lopes


Cherry: Ao som de Clan Of Xymox - Medusa

Terça-feira, 29 de Julho de 2008

"I don't want it. I just need it. To breathe, to feel, to know that I'm alive."


15/04/2008

Ontem, durante a chuva à noite, fiquei na janela olhando a rua daqui do décimo andar e ouvindo música. Enquanto eu ouvia Stairway To Heaven fiquei pensando no que me acontecera no fim de semana, em como é chato cursar Direito numa faculdade onde só tem gente muito mais velha que eu, enquanto a paixão é pelo jornalismo, em como as pessoas fazem para arranjar um emprego e pensei também em algo para escrever no blog.
Quando começou a tocar Stinkfist do Tool, me empolguei com a música e comecei a cantar alto (coitados dos meus vizinhos), foi uma sensação ótima, me senti como se estivesse pondo para fora tudo que estava guardado, lá no fundo. Então, resolvi escrever sobre essa sensação aqui, no blog.
Há músicas que mexem com nossas questões mais íntimas e ao ouvi-las, cantá-las começamos a entrar num mundo só nosso, fechamos os olhos e olhamos para dentro, vamos explorando nossa própria alma e nos libertando de alguns dos fantasmas que estão acorrentados lá dentro.
Começamos a viajar também, pelos sentimentos de quem fez a música, pois nela, há principalmente, os sentimentos do autor, que nos faz sentir ainda mais vivos, eles partilham suas emoções conosco e nós as tomamos para nós e as transformamos em nossas próprias, interpretando a música à nossa maneira.
As pessoas precisam se expressar, sentir que estão vivas, talvez por isso haja tanto tipos de músicas e tantas músicas. Cada um fazendo seu mundo, mostrando seu mundo interior e proporcionando aos outros que se fecham uma visitinha ao seu próprio mundo.



Cherry ao som de Tool - Stinkfest


Terça-feira, 22 de Julho de 2008

O Labirinto do Fauno


Sinopse: "Espanha, 1944. Oficialmente a Guerra Civil já terminou, mas um grupo de rebeldes ainda luta nas montanhas ao norte de Navarra. Ofelia (Ivana Baquero), de 10 anos, muda-se para a região com sua mãe, Carmen (Ariadna Gil). Lá as espera seu novo padrasto, um oficial fascista que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade. Solitária, a menina logo descobre a amizade de Mercedes (Maribel Verdú), jovem cozinheira da casa, que serve de contato secreto dos rebeldes. Além disso, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, Ofelia descobre um labirinto que faz com que todo um mundo de fantasias se abra, trazendo consequências para todos à sua volta."



O filme mostra um enorme contraste entre a realidade de Ofelia e a de Vidal, seu padrasto, uma menina que acredita num mundo mágico e um capitão das forças fascistas do general Franco, que governa a Espanha em favor dos ricos e poderosos com a aprovação da Igreja Católica.

Enquanto Ofelia tenta cumprir as tarefas lhe passadas pelo Fauno, para que ela possa retornar ao reino mágico e retomar seu lugar de princesa, Vidal tenta combater friamente todos que tentam atrapalhar seus planos, e é claro que os dois não se dão nada bem.

Em O labirinto do Fauno, os humanos ficam como os vilões da história e os seres maldosos que a menina enfrenta em suas tarefas são facilmente comparados ao capitão facista, o que reforça a idéia que a culpa de vivermos num mundo cruel é dos humanos.

Alguns comparam o filme de Guillermo Del Toro com filmes como O Iluminado, A Lenda do cavaleiro sem cabeça, O mágico de Oz, Hellboy (do próprio Del Toro) e livros como Alice no país das maravilhas e as fábulas de Hans Christian Andersen e dos Irmãos Grimm.


"Del Toro realizou todo seu filme com uma equipe basicamente mexicana, mas sem dispensar a máquina hollywoodiana. Ele, Alejandro Gonzáles Iñárritu e Alfonso Cuarón (também produtor do filme) são exemplos de cineastas que nunca deixaram de imprimir sua marca autoral em suas produções, mesmo com as amarras dos grandes estúdios. Coincidentemente, ou não, todos os três são produtos de um povo que até hoje é tratado com desprezo pelos norte-americanos. O preconceito está longe de acabar, mas o talento e o sucesso dos três é a melhor resposta."



Muita gente já deve ter assistido a esse filme,mas vale a pena postar sobre ele aqui, é um ótimo filme e para quem não assistiu ainda, fica aí a dica!






Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

A sombra do vento


"Em meio à profusão de títulos lançados a cada ano no mercado editorial, poucos conseguem conquistar ao mesmo tempo o público e a crítica. A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, é uma dessas raridades. Por mais de 60 semanas na lista dos livros mais vendidos da Espanha, onde seu sucesso o fez ser considerado um verdadeiro fenômeno literário, o romance repetiu o êxito na edição alemã, que vendeu 100.000 exemplares no primeiro mês, e já conquistou a crítica dos Estados Unidos, onde acaba de ser publicado neste mês de abril. Ao todo, o livro teve 850.000 exemplares impressos nas diversas edições e seus direitos de tradução foram vendidos para 17 países, além de ter sido finalista dos prestigiosos prêmios literários espanhóis Fernando Lara 2001 e Llibreter 2002." Fonte: http://www.editoras.com/objetiva/604-9.htm


A sombra do vento é um livro misterioso que mistura humor, ironia e claro, mistério. Daniel Sempere, um menino de 11 anos, é apresentado pelo pai ao Cemitério dos Livros Esquecidos, uma enorme biblioteca com milhares de obras abandonadas. Lá o garoto encontra um exemplar de A sombra do vento, de Julián Carax, fascinado pela leitura ele começa a buscar mais obras do autor e descobre que há alguém tentando por fim a todas elas. Fascinado pelo livro, curioso e empenhado a descobrir poque alguém tentava destruir os livros de Carax, Daniel começa a investigar a vida do autor, durante isso ele vai crescendo, se transformando em um homem, que ao dedicar boa parte de sua vida a essa investigação acaba vivendo algo bem parecido com a misteriosa vida de Carax.

Esse livro mostra também o poder dos livros nas vidas das pessoas e o grande valor que eles tem. Ficaram curiosos? Leiam! É um ótimo livro, envolvente e interessante.


"Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte." A sombra do vento



Cherry ao som de Clan Of Xymox - Stumble and fall


Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Seja vegetariano!


Pelos animais

Muitos vegetarianos não concebem o homem como superior ao animal, do ponto de vista do direito à vida. Ou seja, não é justo tirar a vida a um animal para alimentar uma pessoa, especialmente quando a vida dessa pessoa não depende da vida do animal. Portanto, devem co-existir os dois. Outro aspecto prende-se com a forma como os animais são tratados. Os animais produzidos pela indústria agro-pecuária moderna são confinados em pequenos espaços, alimentados de forma artificial e tratados por vezes de forma brutal durante o transporte ou antes do abate.


Pelo meio ambiente

A motivação aqui é racionalizar a utilização dos recursos naturais para a obtenção de alimentos. Um vegetariano reduz um elo da cadeia alimentar, tornando-a mais eficiente e, consequentemente, reduzindo o impacto ambiental da sua alimentação. Para produzir carne é necessário cultivar plantas, que alimentam o gado, que por sua vez irá alimentar o Homem. Durante o passo de alimentação do gado foram gastos recursos como a água, energia e tempo, que poderiam ter sido poupados se o Homem consumisse diretamente os vegetais. Exemplo: Para produzir 1 kg de carne bovina são gastos aproximadamente 15 mil litros de água (incluindo a rega das plantas, a higiene do animal, etc); para produzir 1kg de soja são gastos menos de 1300 litros de água, cerca de 10%. A economia de água é, portanto, superior a 90%, sem que o bife traga necessariamente um valor acrescentado significativo relativamente ao cereal (sobre o tema vide, Singer, P. (2004). Libertação Animal.Editora Lugano). "A produção de grãos de uma fazenda com 100 hectares pode alimentar 1.100 pessoas comendo soja, ou 2.500 com milho. Se a produção dessa área for usada para ração bovina ou pasto, a carne produzida alimentaria o equivalente a oito pessoas." Revista Época.


Pela saúde

Por aconselhamento médico ou por auto-iniciativa, esta é uma motivação para muitas pessoas seguirem um regime vegetariano. Uma dieta vegetariana equilibrada é geralmente eficaz em equilibrar os níveis de colesterol, reduzir o risco de doenças cardio-vasculares e também evitar alguns tipos de cancro (Câncer), entre outras razões. Outro aspecto relevante prende-se com a qualidade dos produtos animais que chegam ao mercado. Alguns animais criados para consumo humano são alimentados com uma quantidade significativa de hormônios de crescimento e antibióticos para resistirem às doenças, sendo a carne que chega à mesa, muitas vezes, de má qualidade. Por outro lado, a poluição dos mares e rios podem tornar a carne de peixe igualmente insegura. Um terceiro ponto, nas razões de saúde, são as recorrentes crises da indústria alimentar, como a das vacas loucas ou a da gripe aviária, que levam muitas pessoas a adotar uma dieta diferente. Quanto aos vegetais, frutas, verduras e legumes também há a preocupação com a infinidade de agrotóxicos, que podem ser tão prejudiciais à saúde quanto os hormônios empregados nos animais. Há que se ter muita higiene antes de preparar os alimentos, sejam eles quais forem, lembrando que os vegetais são uma fonte indispensável de vitaminas e de saúde.





Cherry ao som de Björk - Army of me